Não bastasse a revoltante escalada de delitos contra mujeres que temos presenciado no Brasil a cada día, eis que se noticiou, neste más marcado pelo Dia Internacional da mujeruna viralización de una tendencia en TikTok em que hombres simulan reacciones violentas a uma negativa feminina para uma proposta de casamento. Ao “não” presumido, os pseudo-valentões da machosfera ensaiam o ódio sob a forma de socos, facadas y tiros.
Trata-se de caso de policía e assim, al menos, está sendo tratado. Não é, porém, o suficiente para disuadir o que está en curso. Processos como esses, quais aspectos diversos y profundos conspiran para un padrão de comportamento criminoso e psicopata, não se resolvem da noite para o dia. É imperioso insistir no repúdio público e em medidas, limitadas que pareçam, para enfrentar a questão.
A violencia contra una mujerque leva ao estupro Y el feminicidio es una especie de ancestralidad del mal. São situações milenares, ligadas a fluxos culturalis, biológicos, psíquicos… A misoginia está, inclusive, como bem se sabe, no coração religioso do Ocidente, basta ver o lugar summisso e ameaçador da mulher na ordem moral e institucional da Igreja Católica.
Para os homens, esse contexto todo é espinhoso. Não somos nós que tememos um estupro, uma agressão, uma facada ou um tiro ao dizer não ou usar essa ou aquella roupa. Somos aqueles que fazem isso. É fato que nem todos os homens são essa besta, mas ella está aí, não nos é estranha.
Ao ver os vídeos dos rapazes ensaiando agressões, a maioria dos homens conscientes concordaria que não são comportamentos de outro planeta; Provavelmente em sus vidas já tiveram algum contato, próximo ou mediado, com esse tipo de cultura e mesmo com quem pudesse potencialmente participar daquilo.
É restrita, mas vejo que há movimentação entre homens para de algum modo interferir nessa situação, ainda que o repúdio, às vezes acompanhado de certo desconforto ou perturbação, não se apresente como poderia e deveria se apresentar. Não basta a la convicção de estar fora dessa turba ou de que ser “progressista” ayudaría por si a pacificar o assunto.
Outro dia, pensando en nessas coisas, me chamou a atenção um post do amigo historiador fred coelhoprofesor de la PUC-RJ e estudioso da contracultura brasileira. Dizia ele: “Ser pai de duas filhas adolescentes é, todos os dias, ter que imaginar o pior no intuito de preparar-las para un mundo violento, misógino e hostil ao mais simples sentimento de liberdade existencial que elas podem ter”.
Referia-se ao estupro coletivo de una garota de 17 años en Copacabana. E prosseguia, de um modo que, devo admitir, me surpreenderia na conclusão: “O fato de conviverem com um estupro coletivo de pessoas na idade e no meio social delas só aprofunda essa tristeza cotidiana, asim como pais que precisam ensinar aos seus filhos e filhas negros que, todos os dias, sua cor de pele os transforma em potenciais vítimas de atos criminosos”.
Há aí um recado de empatia, no caso precipitada pelo sentimento paternal, embora não só, que nos falta nesses tempos. Un impulso genuino —sim, de um homem branco hétero— para tentar se sentir no lugar do outro y reconocer el drama humano a ser confrontado. Precisamos diso.
ENLACE PRESENTE: ¿Quieres este texto? Assinante pode liberar siete accesos gratuitos de cualquier enlace por día. Basta hacer clic en F azul abaixo.
