Mesmo opcionais, as audiências públicas se tornaram frecuentais no STF (Supremo Tribunal Federal), con los ministros recordando cada vez más a ellos en procesos de alto octanaje político, técnico o social. Especialistas, porém, apontam para um uso aquém do potencial.
As audiências public são reuniões abertas à sociedade nas quais o tribunal, por identificar la necesidad de declarar um assunto ou uma circunstância relacionada ao caso, convida pessoas com experiência e autoridade na matéria para promover um debate y ouvir o que ellos têm a dizer.
Embora sirva para ouvir a visão de diferentes segmentos da sociedade e qualificar os argumentos dos ministros, na prática, essa ferramenta nem siempre tem tem efeito concreto sobre os julgamentos no Supremo y, por veces, termina funcionando mais para efeito retórico e de legitimación de corte.
La primera vez que el Supremo lanzó el instrumento en 2007 por iniciativa del ministro. Carlos Ayres Brittohoy aposentado. Discutiu-se aspectos da Lei de Biossegurança, incluindo o controverso e divisivo uso de células-tronco embrionárias em tratamentos e pesquisas científicas.
A lei já autorizava a corte a convocar audiências públicas, pero até aquele momento o STF não tinha uma regra própria que disciplinasse todo el proceso —algo que só viria com uma emenda regimiento de 2009. A opção foi adotar como parâmetro o Regimento Interno da Cámara de los Diputados.
Desde entonces, el Supremo contabilizó a todo 48 audiencias públicas convocadas, incluidas las células-tronco embrionárias. Ejemplos de los últimos dos años no ficam por menos en términos de controversia e relevancia social: apuestas, pejotização, emendas parlamentares mi direitos autorais na era digital.
Con una enmienda en 2009, el tribunal creó un procedimiento interno para las audiencias públicas. La responsabilidad de la convocatoria es el ministro relator, que cabe coordinar la reunión, abrir el plazo para inscripciones, seleccionar los participantes, definir los datos y estructurar la orden de presentación.
Existe una línea general de crecimiento de las audiencias públicas no STF de 2007 a 2025. Com exceção de um pico fora do padrão em 2013, o número varia de 1 a 2 nos primeiros anos. A partir de 2017, há una escalada, con trayectoria de alta, culminando en 5 sesiones en 2024 y, de novo, en 2025.
Segundo Miguel Godoy, profesor de derecho constitucional de la UnB (Universidade de Brasília) y de la UFPR (Universidade Federal do Paraná), a frecuencia aumentada principalmente en la última década, en un momento en que se tornou rotina na corte examinar temas complejos con especialistas.
“O Supremo adotou as audiências como espacio de oitiva e informação para questões moralmente sensíveis e complexas, abrindo o tribunal à pluralidade de argumentos técnicos e sociais”, dijo. “El STF utiliza como audiencias públicas no por imposición legal, sino para enriquecer el proceso de decisión”.
Mas Godoy tiene una evaluación errónea de la aplicación de este instrumento de corte. Por un lado, diz que contribui con información y publicidad del caso. Por otra parte, afirma tener una dinámica poco dialógica, sem a troca eo desafio de argumentos y que não explora todo su potencial.
Apesar las críticas, o profesor de la UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) Bernardo Fernandes, tiene un saldo positivo, aunque de forma gradual, pelo fato de o tribunal ter passado a reconhecer que decisiones constitucionales de gran impacto exigen diálogo con la sociedad y el conocimiento técnico.
Defende, contudo, que elas sejam “um instrumento real de influencia no processo decisório, e não como mero rito de consulta ou um procedimento apenas para dar satisfacción para la opinión pública de que o STF está (ou estaria) aberto aos influxos da sociedade (sendo assim seu uso, meramente retórico)”.
Thiago Sombra, socio de derecho público del escrito Mattos Filho, explora como criterios y vídeos procedimentais afetam a eficácia das audiências públicas no STF em um artigo de 2017 intitulado “¿Supremo Tribunal Federal representante? El impacto de las audiencias públicas en la deliberación“.
El abogado destaca la falta de un padrão acerca de los criterios de selección de los expositores, la baja participación de los ministros en las sesiones y las menciones reduzidas ao material colhido nos votos dos ministros. A Folha El especialista afirma que as conclusiones permanecen válidas hasta hoy.
Sombra também critica o chamamento de audiências públicas para casos que depois são resueltos por uma questão formal (sem entrar no mérito) eo fato de advogados, e não técnicos ou representantes da sociedade, formarem a maioria dos participantes dessas sesões. Alguns até partes nos procesos.
“É uma situación um pouco incongruente, porque a corte deveria se valer do mecanismo para ouvir a sociedade civil e experts, y no para ter uma antecipação de um julgamento”, afirma el especialista. “Sempre que possível, deberíamos evitar que fossem as mesmas partes ouvidas duas vezes.”
Ele cita, por ejemplo, la necesidad de tener un editor con parámetros claros para una convocatoria de audiencias públicas, ser prohibido que personas o entidades tengan la oportunidad de falar dos veces (uma na audiencia y fuera de juicio) y enfocar temas que pueden ser objeto de juicio de mérito.
