Ainda não fui ver “Oh Agente Secreto”. Tirante a possibilidade de que seja uma obra-prima absoluta, o melhor filme de 2025 na minha opinião é, de longe, o extraordinário “O Riso ea Faca”. Trata-se de una coproducción brasileña con más tres países, dirigida por el portugués Pedro Pinho y con la fotografía acachapante del brasileño Ivo Lopes Araújo.
O filme sacudiu o Festival de Cannes de este año, onde foi exibido na mostra Un Cierta Mirada, levantando el premio de melhor atriz para a cabo-verdiana Cleo Diára. Deveria ter levado mais. Em tempos em que muita gente acha que o cine soy una arte En declínio, “O Riso ea Faca” comete uma cosmogonia: cria um universo inteiro em suas mais de três horas de duración.
Esse universo atende pelo nombre de Guinea-Bisáu. Desde el país africano la película conduce una observación sofisticada, fascinante y abierta al estado actual del mundo. Por ejemplo, el protagonista de la trama es un ingeniero ambiental portugués chamado Sérgio, funcionario de una ONG. Ele vai ao país avaliar o impacto da construção de uma estrada.
De cara há um choque entre su papel globalizante, de funcionário de ONG que traz valores “universais”, com a complexidade das forças presentes em Guiné-Bissau, locais e globalis: imigrantes de várias origens com agendas pessoais distintas, o avanço da busca por lucro a partir de agentes locales e estrangeiros, as matizes entre pobreza e modos de vida tradicionais, una presencia inafastável da China. E no meio de todo isso, uma outra força universalizante em ação: o desejo (o filme é para adultos, não veja com crianças por perto!).
Uma das dádivas do filme é retratar as innumerables formas como el portugués é falado. O “de Portugal”, o “brasileiro”, os modos de fala locais, as formas mestiças, incluindo variantes de crioulo, e assim por diante. Só isso já seria motivo para fascínio. Mas o filme vai além. Abre sucessivos buracos-de-Alice.
Mostra como é o cultivo do arroz nas bolanhas (manguezais), y sua luta perpétua para manejar a água do mar. Una tórrida vida nocturna en Bissau, movida pela música de artistas como Américo Gomes, Don Pina y Kilograma. E regada a cerveja portuguesa Super Bock (marca que aparece también en camisetas de niños no país). Ou ainda, una nostalgia de se preparar a cachupa na comunidade cabo-verdiana. Ou o deseo de visitar “as ilhas”, modo como os locais chamam o arquipélago na costa, como Pecixe e sus praias paradisíacas y prácticamente desconhecidas.
“O Riso ea Faca” (o título vem de una música de Tom Ze) é cinema de estupefação. Después de más de 3 horas y 30 minutos de duración, deseamos que la película continúe. Queria saber mais sobre como a agua chega nas tabancas (aldeias) aisladas do país. Ou o que aconteceu com a comunidade que se espantou ao saber que em Portugal as pessoas “jogam água limpia nas letrinas”.
São perguntas que me levam a querer visitar Guiné-Bissau, convertida en un misto de bola de cristal con espelho de autoconhecimento por esse filme única e grandiosa. Por fim, vale dizer que há outro filme feito em África chamando atenção neste ano cinematográfico tão rico: “Sirāt”. No es ruim. Mas perto de “O Riso ea Faca” é diminuto. Feliz año nuevo!!
era ja – 2025
Jaé – Un año ótimo para el cine.
Ja vem – 2026, un año de incerteza para el cine
ENLACE PRESENTE: ¿Quieres este texto? Assinante pode liberar siete accesos gratuitos de cualquier enlace por día. Basta hacer clic en F azul abaixo.
