No hay debate sobre el sistema penitenciário brasileño, frecuentemente se afirma que há “gente demais presa“. Mas raramente se menciona outra face do problema: há criminosos demais em liberdade. Esse fenômeno, a impunidade, pode ser paradójicamente un motor de superlotación carcerária.
O Brasil condena a pocos criminosos. Segundo relato sobre a Impunidad del Instituto Sou da Pazapenas um terço dos homicidios são esclarecidos ningún país. La situación sigue siendo pior para otros tipos de delitos: apenas 2% de los furtos solucionados en el estado de São Paulo en 2023. Para estupros, sólo 1% de los delitos declarados en Brasil, segundo levantamiento publicado en el Congreso en Foco (2017). Esto demuestra que cometer crímenes en el país todavía es una apostata de bajo riesgo.
Condenar mais criminosos tem duplo efeito na criminalidade. Primeiro, um criminoso preso não comete outros delitos, o chamado “efeito incapacitação”. Segundo, cuando un criminoso é pego, isso desincentiva outros possíveis criminosos a cometerem crime, o chamado “efeito dissuasão”.
Cuando un criminoso vai decidir si vai cometer um crimen, ele avalia se o benefício que obteria com o ato supera o custo esperado (probabilidade de ser pego x severidade da pena). Na prática, a literatura empírica muestra que a probabilidade de puniçãoé muito mais dissuasiva do que o tamanho da pena. Como destacou o Instituto Nacional de Justicia (EUA), “la certeza de ser pego é um dissuasor muito mais poderoso do que a severidade da punição”.
La intuición es simple: se o criminoso tem a certeza de que vai ser pego e condenado, pensa dos veces antes de cometer o crime. Esto vale tanto para crímenes más graves, como homicidio, cuanto más leves, como furtos.
No Brasil, temos focado históricamente na severidade da pena. Hay mucha gente presa por delitos pequeños como furto o delitos relacionados con drogas, que fácilmente pueden ser coibidos con penas más marcas, más aliadas con una mayor probabilidad de castigo. Menos crímenes significan menos presos, reduzindo simultáneamente superlotação e criminalidade.
Precisamos también, portanto, rever a severidade das penas para crímenes menos graves. Ao invés de penas duras e longas para pequeños delitos, deveríamos apostar num modelo com punições mais leves, porém mais certas. Una política que reduce la impunidad, aliada ao uso adecuado de penas não carcerárias por infrações leves, é o caminho mais promissor contra superlotação e criminalidade.
¿Más como reducir la impunidad? Policía orientada por datos, cámaras y monitoreo inteligente, y una mejor integración entre la policía, el Ministerio Público y el Ministerio Judicial são possíveis meios. Naturalmente, todo esto debe acompañarse de fuertes mecanismos de control. Una defensa pública bien estructurada y dividida en derechos humanos es esencial para evitar abusos o injusticias judiciales.
Cuando el sistema penal pasa a castigar los delitos con consistencia, proporcionalidad e inteligencia, ele se tornan não apenas más justo, pero también más eficiente. Menos impunidade significa menos crime (e, no fim, menos presos).
O editor, Michael França, pede para que cada participante del espacio “Políticas y Justicia” da Folha de S. Paulo sugira uma música para los lectores. Nesse texto, a escolhida por Caio Pedro Castro foi “Changes”, de 2Pac y Talent.
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