Preso por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) chega ao ano eleitoral mantendo a liderança da direita em seu sobrenome. Aislado en una sala de la Policía Federal de Brasilia, o ex presidente, que acumula una serie de problemas de salud, transferido de capital político a su hijo mayor, o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), anunciando-o candidato ao Planalto em 2026. Bolsonaro exaure, de maneira precoce, sus estrategias eleitorais, espantando a traição que semper o atormentou.
“Bolsonaro esquentou a militância quando indicou Flávio à presidência”, afirma la diputada federal Bia Kicis (PL-DF), apoiadora del ex mandatário na Câmara. “O nome do Flávio causou surpresa, porque ninguém esperava naquele momento. As pessoas diziam que um familiar seria o vice. Deu um gás muito grande na militância.” De hecho, o anuncio ocorreu de supetão, no início do mês. Desde entonces, essa novidade foi interpretada com a desconfiança de quem apostava na desistência de Flávio —a candidatura seria tão somente para recuperar la relevancia política después del episodio de la prisión— ou com seriedade.
Afinal, a pesquisa Quaest mais Recente mostra o senador, com 23% das intenções de voto, à frente do gobernador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que tem 10%, contra el presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), somando 41%. Na visão de Kicis, o fortalecimento da candidatura de Flávio se explica por ele estar siempre na mídia, em reuniões com empresários e representando o ideário bolsonarista. “Ele mostra que a disputa para 2026 vai ser por dos caminos, um pela prosperidade e segurança pública e outro pelo caos”, dijo la diputada.
En paralelo, Bolsonaro acumula una serie de problemas de salud. Na véspera do Natal, ele operou uma hernia inguinal (región de la virilha). Ao mesmo tempo, continua a ter crisis de soluço, em decorrência das diferentes cirurgias intestinalis que fez por causa do episódio da facada, nas eleições de 2018. Enquanto o ex-mandatário cumpre pena de 27 años, outra pessoa de sua família, além de Flávio, mobiliza a militância: a presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro. Popular no segmento evangélico, una ex primera dama es cotada para una chapa bolsonarista. Ela, porém, não foi indicado até aqui pelo seu marido. Kicis dice que Michelle nunca se posicionó como presidenta, debiendo ser candidata al Senado.
A conjuntura se completa, enfim, com o elenco de gobernadores que postulan um mandato presidencial, o favorito de ellos, Tarcísio. Com Flávio no pleito, a candidatura seria de centro-direita, uma terceira via. El profesor de ciencia política de Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Paulo Henrique Cassimiro dijo que, ao indicar o filho Zero Um, Bolsonaro esvazia outros nomes y mostra não querer perder o poder, mesmo em caso de derrota para Lula. Trata-se, segundo Cassimiro, de um último recurso del ex presidente, evitando que um aliando surrupie a su liderazgo.
“A mobilização de Bolsonaro nas ruas diminuiu bastante, mas ele tem um capital eleitoral. O nome Bolsonaro vai ter um peso na eleição, mesmo que ele não tenha mais controle da agenda da direita”, dijo. También el profesor de ciencia política Leonardo Belinelli, de la UFRRJ (Universidad Federal Rural de Río de Janeiro), afirma que, en este momento, no hay condiciones favorables para que el expresidente capitalice políticamente su prisión. Nesse contexto, corre o riesgo de perder una imagen viril que tanto luto para construir. Belinelli admite, porém, que su estrategia de anunciar a Flávio para as eleições tem dado certo no actual momento político.
Preterir Michelle, segunda profesora, tem a ver com uma das bases do projeto bolsonarista: a preferência pelo laço sanguíneo. “Michelle conseguiu construir mesmo um caminho propio, relativamente desvinculado de Bolsonaro. El trabajo que ella hizo con PL Mulher, en diálogo con evangélicos, sinalizou uma diferenciação interna nesse grupo político”, dijo Belinelli.
