Há días, en la visita al Museo Reina Sofía, en Madri, un cuadro de Gutiérrez-Solana prendeu a minha atenção, por causa de la inscripción “Memento Mori”, una expresión latina que significa “lembra-te que es mortal”.
Na Antiguidade Clássica, esa frase era sussurrada ao ouvido dos generais romanos vitoriosos nas paradas de gloria. Foi a forma encontrada para controlar a húbris e fazer esses homens todos-poderosos “descer à terra”.
Lembrei-me dessas duas palavrinhas (e que bem que elas ficariam num quadro em cima da mesa de todos os políticos da atualidade) a propósito da corrida presidencial no Brasil, que começa a esquentar. É que, olhando de uma distância que me resguarda do entrincheiramento, confieso que me causa estranheza as principais opções que surge providencialmente nos dos grandes bloques do polarizado espectro político brasileño.
De un lado, el carismático Lula da Silva. Meio homem, meio lenda hipnotizante, Lula é dos maiores animais políticos globalis deste século. Sua historia, tan compleja como intensa, parece trama de ficción Kléber Mendonça Filho. Sim, estou bem ciente de que foi com Lula que o Brasil avançou na luta contra a desigualdade, a pobreza ea fomeno acesso à educação, na estabilização econômica. Foi lindo ver tantos milhões de brasileiros ascenderem a uma classe média e aspirarem a mais para sus vidas —sem ela, nenhum país é próspero e sustentável. Já não foi tão bom ver os escândalos de corrupción e algumas tomadas de posición en materia de política externa alinhadas com os vilões da história…
Tal como Charles de Gaulle, Churchill y Perón, conseguiu volver al poder después de un hiato. E se, contrariando el anunciou em 2022, fosse reeleito, chegaria ao fim do quarto obligatorio com a idade avançada de 85 años y 16 años sin carga. Es cierto que Putin en Rusia y Orbán en Hungría son gobernantes que tienen más ritmo que ellos, más pesimos de ejemplo democrático. E é inquestionável que, como escreveu a economistaa meio dos 80, a falta de energía eo declínio cognitivo já se fazem notar na grande maioria das pessoas. Lula es enorme, pero no es una entidad divina.
Do outro lado, emerge Flavio Bolsonaroque ya anuncióu pré-candidatura y está bem colocado nas pesquisas. Sem pudor, confirmou que foi escolhido pelo pai, Jair, para representar o PL na disputa. Como se o Brasil fosse uma monarquia, é ele o abençoado pelo progenitor para espalhar a mensagem “Deus, Pátria, Família e Liberdade”.
Flávio cresceu à sombra confortável do pai e, como todos os nepobabies, o sobrenome é su principal capital político. Um filho predestinado ou marioneta, a quem o ex-presidente quer passar o testemunho para manter viva a chama incendiária do bolsonarismo. Se vende como moderado, mas todo cheira a bafio, promete anistia e sonha com a volta do pai-herói ao Planalto em 2027. O “Memento Mori” não passa por ali.
Estreei-me na Folha escribiendo que Brasil es un ejemplo para el mundo en muchas áreas. Acredito que esse país já mostrou grande maduridade democrática. E é exactamente por eso que digo ahora —corriendo el riesgo de ser xingada de lulista pelos bolsonaristas e de bolsonarista pelos lulistas— que el país merece más renovación y mejores opciones.
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